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Greve na Nova 364: operários paralisam obras do Expresso Porto e cobram direitos trabalhistas em Porto Velho

Trabalhadores do Consórcio Construtor Nova 364 decidiram interromper 100% das atividades e sindicato busca mediação para solucionar o impasse.

Publicado em 08/07/2026 15:57
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Greve na Nova 364: operários paralisam obras do Expresso Porto e cobram direitos trabalhistas em Porto Velho

Os trabalhadores do Consórcio Construtor Nova 364, responsável pelas obras do Expresso Porto (Anel Viário de Porto Velho), iniciaram uma greve e paralisaram totalmente as atividades após decisão tomada em assembleia da categoria.

O movimento, segundo os trabalhadores e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Rondônia (STICCERO), é motivado por reivindicações relacionadas ao cumprimento de direitos trabalhistas e à melhoria das condições de trabalho.

Trabalhadores alegam falta de respeito aos direitos

De acordo com os operários, a paralisação foi adotada diante da insatisfação com a condução das demandas apresentadas à empresa. Os trabalhadores afirmam que as reivindicações não vêm sendo atendidas e consideram a greve a única alternativa para cobrar respeito aos seus direitos e buscar soluções para os problemas enfrentados no dia a dia nos canteiros de obras.

A decisão resultou na interrupção de 100% das atividades desenvolvidas pelo consórcio responsável pela execução de uma das principais obras de mobilidade urbana em andamento em Rondônia.

Sindicato pede mediação

Após tomar conhecimento da deliberação da categoria, o STICCERO informou que protocolou um pedido oficial de mediação junto à empresa, com o objetivo de abrir um canal de diálogo e buscar uma solução negociada para o conflito.

Segundo a entidade sindical, a prioridade é garantir que as reivindicações dos trabalhadores sejam analisadas com responsabilidade, transparência e em conformidade com a legislação trabalhista.

Enquanto as negociações não avançam, o sindicato informou que continuará prestando assistência aos trabalhadores grevistas e adotará as medidas necessárias para assegurar a preservação dos direitos da categoria.

 Paralisação pode afetar cronograma da obra

A greve ocorre em uma das maiores obras de infraestrutura atualmente executadas em Rondônia e poderá provocar impactos no cronograma dos serviços caso não haja acordo entre as partes nos próximos dias.

                                                         

Nota do Consórcio Construtor BR-364

O Consórcio Construtor BR-364 reafirma que cumpre integralmente todas as obrigações previstas na Convenção Coletiva de Trabalho vigente, regularmente negociada entre o Sindicato Patronal e o Sindicato dos Trabalhadores, bem como toda a legislação trabalhista, previdenciária e de segurança do trabalho aplicável às suas atividades.

Nesse contexto, o Consórcio ressalta que as condições de trabalho e as obrigações decorrentes da Convenção Coletiva são resultado de negociação realizada entre as entidades sindicais competentes, razão pela qual entende que vem observando integralmente todos os instrumentos coletivos atualmente em vigor.

Desde o início do movimento, o Consórcio tem atuado com responsabilidade, transparência e respeito às instituições, adotando todas as medidas legais cabíveis para preservar a continuidade das obras, garantir a segurança dos trabalhadores e assegurar o regular desenvolvimento do empreendimento.

Também é importante destacar que o Poder Judiciário deferiu medidas liminares assegurando o direito ao trabalho, a livre circulação de pessoas, veículos e equipamentos, bem como o acesso às frentes de serviço, determinações que vêm sendo integralmente observadas pelo Consórcio.

A continuidade da paralisação vem causando impactos diretos na execução das obras do Acesso ao Porto Novo, empreendimento estratégico para a mobilidade de Porto Velho e para a logística do Estado de Rondônia. O movimento compromete o cronograma dos serviços, reduz a produtividade das equipes e poderá refletir no prazo de entrega da obra.

Caso a paralisação persista, o Consórcio poderá ser obrigado a reduzir ou até mesmo desmobilizar temporariamente frentes de trabalho, diante da inviabilidade operacional e econômica de manter equipes, equipamentos e contratos sem condições de execução regular. Eventual desmobilização decorrerá exclusivamente dos impactos provocados pela continuidade do movimento.

O Consórcio lamenta que essa situação afete uma obra de relevante interesse público, que proporcionará melhorias significativas para a mobilidade urbana, para a logística regional, para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico de Rondônia. A expectativa é de que a situação seja solucionada o quanto antes, permitindo a retomada integral das atividades e evitando novos prejuízos aos trabalhadores, à população e ao próprio empreendimento.

O Consórcio permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, mantendo sua atuação pautada pela transparência, pelo cumprimento da legislação, pela observância da Convenção Coletiva de Trabalho vigente, pelo respeito às decisões judiciais e pelo compromisso com a sociedade rondoniense.

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