“Guajará-Mirim virou um grande canteiro de obras do governo Lula”, diz Luciana em visita ao município
Candidata ao Senado percorreu investimentos em saúde, moradia, infraestrutura e educação, visitou territórios indígenas e destacou ações como 90 casas do Minha Casa, Minha Vida, Centro de Parto Normal, porto IP4 e Ponte Internacional
A candidata ao Senado Federal Luciana Oliveira, do PT, cumpriu uma extensa agenda em Guajará-Mirim, onde participou de reuniões de apoio, visitou territórios indígenas e percorreu diferentes pontos do município para acompanhar obras, equipamentos e investimentos realizados ou em execução nos últimos anos. Ao avaliar o conjunto de intervenções, Luciana afirmou que “Guajará-Mirim virou um grande canteiro de obras do governo Lula” e defendeu que o município mantenha representação política capaz de ampliar a interlocução com Brasília.
A passagem pela cidade também foi utilizada para gravações da propaganda eleitoral. Durante o percurso, Luciana apresentou ações nas áreas de saúde, habitação, educação, infraestrutura e integração internacional, além de conversar com moradores e comunidades de um município marcado pela presença de extensos territórios indígenas.
“Quando a gente percorre Guajará-Mirim, não precisa falar de promessa. Dá para mostrar obra, investimento e política pública acontecendo. Tem moradia, saúde, educação, porto e uma obra histórica de integração com a Bolívia. Guajará-Mirim virou um grande canteiro de obras do governo Lula”, afirmou Luciana.
Um dos pontos destacados pela candidata foi a nova etapa do Minha Casa, Minha Vida. A Prefeitura de Guajará-Mirim abriu em agosto o processo de cadastramento para 90 unidades habitacionais que serão construídas no bairro Caetano, por meio de compromissos firmados com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal. As moradias são destinadas a famílias enquadradas na Faixa Urbano 1 do programa.
Para Luciana, a retomada da política habitacional representa uma das formas mais diretas de o investimento público chegar à vida das famílias.
“São 90 famílias que terão a oportunidade de sair do aluguel ou de uma situação de moradia inadequada e conquistar sua casa. É esse tipo de política que muda a vida real das pessoas e que precisa continuar chegando a Guajará-Mirim”, declarou.
Na área da saúde, a candidata destacou o novo Centro de Parto Normal. O projeto, incluído no PAC, tem investimento de R$ 3,6 milhões e prevê a construção de uma nova estrutura destinada ao atendimento humanizado de gestantes de Guajará-Mirim e da região.
Luciana relacionou o investimento à necessidade de ampliar a estrutura pública disponível às mulheres do Vale do Mamoré, especialmente durante a gestação, o parto e o pós-parto.
Outra iniciativa visitada durante a passagem pelo município foi o Projeto Viva Saúde, desenvolvido no IFRO de Guajará-Mirim. O projeto prevê a construção de uma UBS-Escola ao lado do campus do instituto. Segundo as informações oficiais divulgadas pelo município, será a primeira unidade desse modelo na região Norte dentro da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e a segunda do país. O projeto tem orçamento de R$ 15 milhões e deverá integrar atendimento à população, formação profissional, ensino e pesquisa.
Luciana ressaltou a característica do equipamento de unir educação e atendimento à saúde.
“É uma estrutura que forma profissionais e, ao mesmo tempo, atende a comunidade. Esse é o tipo de investimento que deixa resultado permanente, porque amplia o serviço de saúde e fortalece a educação pública na região de fronteira”, afirmou.
Na infraestrutura, um dos equipamentos apresentados pela candidata foi a Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte, a IP4 de Guajará-Mirim. A estrutura foi inaugurada pelo governo federal em agosto de 2023, no rio Mamoré, após investimento de aproximadamente R$ 8,6 milhões. O terminal possui cerca de 9 mil metros quadrados e foi projetado para organizar e dar maior segurança ao fluxo de passageiros e cargas na fronteira entre Brasil e Bolívia.
Para Luciana, a localização de Guajará-Mirim exige uma atenção específica do governo federal por causa da circulação internacional de pessoas e mercadorias e da posição estratégica do município na fronteira.
Essa condição também aparece no maior empreendimento citado durante a agenda: a Ponte Internacional sobre o rio Mamoré, que ligará Guajará-Mirim a Guayaramerín, na Bolívia. A ordem de serviço foi assinada em agosto de 2025 pelo presidente Lula. O empreendimento integra o Novo PAC, possui investimento estimado em aproximadamente R$ 421 milhões e compreende a ponte, acessos e o complexo de fronteira. A estrutura terá 1,22 quilômetro de extensão.
Em maio deste ano, equipes do DNIT estiveram novamente na região para acompanhar os projetos básicos e executivos e discutir as soluções técnicas para a travessia e os acessos. O governo federal prevê a execução da ligação como parte do eixo de integração sul-americana e de uma rota logística que conecta Rondônia ao território boliviano e, a partir dele, ao Pacífico.
Luciana destacou a dimensão histórica da obra e afirmou que a ponte precisa ser acompanhada por políticas capazes de preparar Guajará-Mirim para os impactos econômicos e sociais de uma nova rota internacional.
“A ponte não pode ser vista apenas como concreto sobre o rio. Ela muda a posição de Guajará-Mirim no mapa da integração do Brasil com a América do Sul. É preciso pensar no comércio, no turismo, nos empregos, nos povos tradicionais e indígenas e na infraestrutura que a cidade vai precisar para aproveitar essa oportunidade”, disse.
A agenda também passou pelo patrimônio histórico ligado à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A recuperação do Museu Histórico Municipal, instalado no prédio da antiga estação ferroviária, entrou em execução em 2026. O projeto é conduzido pela Jirau Energia como parte de medidas compensatórias, com aprovação e acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. A intervenção inclui ainda a revitalização da Praça dos Pioneiros, recuperação de duas locomotivas e construção de um anfiteatro.
O imóvel havia enfrentado problemas de conservação ao longo dos anos. Para Luciana, a recuperação da estrutura representa também a preservação da memória de Guajará-Mirim e de uma parte fundamental da formação histórica de Rondônia.
Durante a passagem pelo município, a candidata também esteve em territórios indígenas e manteve reuniões com moradores e lideranças. Luciana afirmou que a posição de fronteira, a presença de povos indígenas e as características ambientais de Guajará-Mirim exigem que projetos de desenvolvimento sejam acompanhados de diálogo com as comunidades atingidas.
A candidata relacionou esse trabalho de escuta à atuação que pretende desenvolver no Senado, defendendo interlocução direta entre municípios, comunidades e governo federal.
“Guajará-Mirim tem características que nenhum gabinete em Brasília consegue entender olhando apenas um mapa. É preciso vir aqui, conversar com quem vive no município, entrar nos territórios e entender o que cada comunidade precisa. É assim que eu pretendo trabalhar”, afirmou.
Luciana também observou que nem todos os projetos percorridos têm a mesma origem administrativa ou fonte de recursos. Parte está vinculada diretamente ao Novo PAC e a programas do governo federal; outras iniciativas decorrem de investimentos de instituições federais, emendas, parcerias locais ou medidas compensatórias. Para ela, o conjunto demonstra a importância de articulação entre diferentes instituições para que projetos saiam do papel.
A candidata afirmou que o objetivo de apresentar os investimentos durante a campanha é associar as demandas futuras do município às estruturas que já estão sendo implantadas.
“Guajará-Mirim já tem muita coisa acontecendo, mas isso não significa que está tudo resolvido. Pelo contrário. Uma cidade que vai receber uma ponte internacional desse tamanho, que tem uma população rural, ribeirinha e indígena importante e que está na fronteira precisa de atenção permanente. O compromisso é continuar trazendo investimento e fazer Guajará-Mirim participar das decisões em Brasília”, declarou.
Ao encerrar a passagem pelo município, Luciana afirmou que as reuniões e visitas reforçaram sua defesa de uma bancada federal que mantenha diálogo institucional com o governo da República e acompanhe os projetos desde a elaboração até a entrega.
Lula é candidato à reeleição à Presidência da República com o número 13; Expedito Netto, candidato ao Governo de Rondônia com o número 13; e Luciana Oliveira, candidata ao Senado Federal com o número 133.
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