Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

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Brasil há 40 minutos Redação

MST protesta contra EUA embaixada Brasília

Até o momento, o governo brasileiro não concedeu o agrément, que é a autorização para que um diplomata estrangeiro assuma oficialmente a função. Brasília criticou ainda Washington por divulgar a indicação antes da aprovação brasileira.

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MST protesta contra EUA embaixada Brasília

Com informações Jornal de Brasília

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) admitiu ser responsável por um protesto realizado na manhã desta quinta-feira (13) na embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Segundo o grupo, a Juventude do MST, em parceria com o Levante Popular da Juventude, conduziu o ato como manifestação contra a política dos EUA que consideram imperialista.

Durante o protesto, os jovens exibiram faixas, atearam fogo em um amontoado de mato localizado entre a calçada e o muro da embaixada, situada no Setor de Embaixadas Sul. Eles também picharam o muro com a frase “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”, escrita também em inglês com um erro na palavra “makes”.

O MST afirmou em comunicado que “os Estados Unidos são um dos maiores fornecedores de armas para Israel, país que matou mais de 73 mil pessoas na Faixa de Gaza, na Palestina, incluindo pelo menos 21 mil crianças”. O protesto, segundo o Movimento, é contra a indústria de armas e a política imperialista dos EUA.

O ato aconteceu durante o 17º Encontro da Juventude Sem Terra, no ano em que se comemora o centenário de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana de 1959 e comandante do país até sua morte em 2016.

Relações entre Brasil e Estados Unidos

O protesto ocorre em um momento de tensões nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

No dia 15 de julho, o governo de Donald Trump impôs uma tarifa extra de 25% sobre alguns produtos brasileiros, alegando questões comerciais e ambientais. A tarifa começou a valer em 22 de julho.

Em resposta, o Brasil acionou os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio em 27 de julho.

Também houve consequências diplomáticas: os EUA cancelaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio a desentendimentos sobre a indicação do republicano Daniel Perez para o posto de embaixador dos EUA no Brasil.

Até o momento, o governo brasileiro não concedeu o agrément, que é a autorização para que um diplomata estrangeiro assuma oficialmente a função. Brasília criticou ainda Washington por divulgar a indicação antes da aprovação brasileira.

Comunicado na íntegra

Na manhã desta quinta-feira (13), a juventude do MST e do Levante Popular da Juventude levou a cabo uma intervenção na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília para denunciar os efeitos da política imperialista dos EUA.

Com cartazes que diziam “Indústria da Guerra dos EUA = mortes, fome e destruição da natureza”, os manifestantes destacaram que os EUA respondem por aproximadamente 42% das exportações globais de armas para mais de 100 países, liderando o mercado internacional de armamentos pesados.

O comunicado ressalta ainda que os EUA são um dos maiores fornecedores de armas a Israel, responsável pela morte de mais de 73 mil pessoas na Faixa de Gaza, incluindo 21 mil crianças, e mais de 173 mil feridos. Também são mencionados os ataques que resultaram em 100 mortos na Venezuela e mais de 3.500 no Irã.

A juventude organizada protestou contra a indústria de armas e a política imperialista dos EUA, apontando-os como responsáveis por milhares de mortes, guerras, fome, bloqueios e sanções cruéis contra povos da América Latina e do mundo.

“Defendemos o direito à vida, à natureza, à paz e à soberania dos povos, buscando superar esta sociedade através da construção do socialismo e da emancipação humana”, afirmaram os militantes. A ação faz parte da 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra, em homenagem ao centenário de Fidel Castro.


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