Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

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Brasil há 48 minutos Redação

PF diz que dono de entidade investigada se encontrou com Pacheco para tratar nomeação no INSS

No documento consta que, no dia da posse dos parlamentares, Carlos Lopes possivelmente usando o acesso facultado por Euclydes Pettersen, se reuniu com Rodrigo Pacheco para tratar da nomeação do presidente do INSS.

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PF diz que dono de entidade investigada se encontrou com Pacheco para tratar nomeação no INSS

Polícia Federal (PF) informou que Carlos Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), teve uma reunião em 2023 com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir a nomeação do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Este fato está registrado no relatório final da PF, entregue recentemente ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o relatório, o encontro aconteceu em 1º de fevereiro de 2023 e teria sido intermediado pelo ex-deputado federal Euclydes Pettersen, identificado na investigação como responsável por facilitar o acesso de Carlos Lopes a políticos que influenciam indicações para cargos importantes no INSS.

No documento consta que, no dia da posse dos parlamentares, Carlos Lopes possivelmente usando o acesso facultado por Euclydes Pettersen, se reuniu com Rodrigo Pacheco para tratar da nomeação do presidente do INSS.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador afirmou que esse encontro não ocorreu e que não conhece Carlos Lopes. Além disso, destacou que naquele dia ocorreu a eleição da presidência do Senado, o que tornaria inviável qualquer reunião.

Na mesma conversa, Carlos Lopes mencionou a eleição das mesas da Câmara e do Senado, afirmando que Pacheco foi eleito e que estava a caminho de uma reunião para discutir a escolha do presidente do INSS.

A investigação da PF indiciou 48 pessoas suspeitas de participação em um esquema ilícito de descontos associativos relacionados à Conafer, que desviou mais de R$ 708 milhões dos beneficiários do INSS.

O ex-deputado Euclydes Pettersen foi destacado pela polícia como peça-chave do esquema, permitindo o contato de Carlos Lopes com políticos influentes na indicação para cargos estratégicos do INSS, incluindo Rodrigo Pacheco.

Carlos Lopes teria indicado servidores para posições fundamentais que facilitavam o funcionamento do esquema, incluindo pagamentos regulares aos envolvidos.

A Polícia Federal ressaltou que os cargos de presidente do INSS, diretor de Benefícios e procurador-geral eram essenciais para garantir a operação fluida do esquema e proteger as fraudes contra auditorias, assegurando a continuidade dos descontos ilegais.

Em nota, a Conafer declarou que respeita as instituições de investigação e o Poder Judiciário, e apontou que o indiciamento ainda é parte da fase investigativa.

A entidade e a defesa de Carlos Lopes pretendem analisar o relatório e seus anexos integralmente e, após essa avaliação, apresentar as devidas manifestações jurídicas e técnicas para esclarecimento dos fatos.

Conafer também enfatizou que é inadequado transformar uma etapa investigativa em condenação antecipada e que eventuais acusações devem ser tratadas individualmente, com base em provas válidas, sem generalizações, respeitando a autonomia da instituição e o trabalho de seus profissionais.




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