Quinta-feira, 3 de setembro de 2026

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Dia-a-Dia há 1 hora Redação

Senador Jaime Bagattoli vota contra o fim da escala 6×1

A articulação para barrar a medida foi conduzida pelo senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

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Senador Jaime Bagattoli vota contra o fim da escala 6×1

A aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado teve quatro votos contrários. Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foram os senadores que se posicionaram contra o avanço da proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial. A votação ocorreu nesta quarta-feira (2).

Os quatro integram a base política da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e participaram da resistência da oposição à proposta.

A articulação para barrar a medida foi conduzida pelo senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Antes da votação, Marinho apresentou os argumentos da bancada bolsonarista contra a PEC durante evento promovido pelo banco BTG Pactual, com participação de empresários e representantes do mercado financeiro.

Flávio Bolsonaro chegou a interromper sua agenda de campanha na terça-feira (1º) para coordenar a estratégia da oposição contra a aprovação da proposta, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial.

Nas redes sociais, defensores do fim da escala 6×1 passaram a divulgar os nomes dos quatro senadores que votaram contra a PEC e cobraram que a população acompanhe a posição dos parlamentares sobre a mudança na jornada de trabalho.

Durante a sessão, o clima ficou marcado por momentos de tensão entre os senadores. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), fez uma provocação a Marinho ao oferecer um “calmante” ao parlamentar durante o debate. Marinho havia chamado de “burro” quem apoia a PEC pelo fim da escala 6×1 sem redução de salários

O relatório da PEC, apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados para evitar que a proposta retornasse aos deputados. A mudança prevê uma transição gradual até a jornada de 40 horas semanais.

A votação definitiva depende agora da articulação dos líderes partidários. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa de 49 votos favoráveis em dois turnos no plenário do Senado.


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