Segunda-feira, 17 de agosto de 2026

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Brasil há 45 minutos Redação

Alckmin: processo de reciprocidade com os EUA não é retaliação, não há interesse de retaliar

Vice-presidente afirmou que o mecanismo de reciprocidade não representa uma retaliação aos Estados Unidos e defendeu a continuidade das negociações para eliminar as sobretaxas. Alckmin também disse acreditar em um acordo entre os dois países, embora tenha pedido paciência

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Alckmin: processo de reciprocidade com os EUA não é retaliação, não há interesse de retaliar

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (17) que a abertura do processo de reciprocidade em resposta ao tarifaço norte-americano sobre produtos brasileiros não representa uma retaliação ao governo dos Estados Unidos. 

"Não é retaliação, não há interesse em retaliar ninguém. Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego", declarou Alckmin durante a conferência anual do Santander.

Ele salientou que o governo brasileiro não abandonou as negociações com os Estados Unidos e demonstrou confiança em um acordo entre os países para a eliminação das sobretaxas comerciais. Pediu, porém, paciência, já que as negociações não devem ter um desfecho rápido.

"O Brasil não sai da mesa de negociação. Então, vamos ter um pouquinho de paciência, que as coisas vão andar e andar bem", disse o vice-presidente. "Eu acredito que vai ter acordo do Brasil com os Estados Unidos", acrescentou.

Para Alckmin, o Brasil não deve entrar na disputa entre Estados Unidos e China, buscando manter boas relações com os dois países.

A China, lembrou, é o principal destino das exportações brasileiras, enquanto os Estados Unidos são a origem dos maiores investimentos internacionais no Brasil.

"Ser amigo dos dois é o bom caminho", pontuou o vice-presidente da República.

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