Da lavoura ao consumidor, Agrotec abre espaço para quem veio fazer negócio
Produtores aproveitam a feira para apresentar marcas, conquistar clientes, ampliar contatos e abrir novos mercados
Para alguns, visitar a Agrotec é passeio. Para outros, cada pessoa que para diante de um estande pode representar um novo cliente, uma parceria ou a oportunidade de fazer um produto chegar mais longe.
É com esse olhar que o produtor rural Marcos Santana participa pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, apresentou seu trabalho com mudas de café. Desta vez, voltou com uma novidade, uma marca de café produzida em Porto Velho. “A gente enxergou na Agrotec a oportunidade de levar a nossa marca para o público do município. A expectativa é muito boa de trazer um café produzido aqui, mostrar nossa qualidade, nossa identidade regional e conseguir vender o nosso produto”.
Para Marcos, agregar valor ao que é produzido no campo também significa ampliar as possibilidades de renda.“A Agrotec é um divisor de águas. Estamos na segunda edição e já pensando na terceira, sempre buscando fechar essa cadeia produtiva e construir oportunidades de renda”.
Espaço para gerar oportunidades
Daniel Oykoemakad Surí veio de Cacoal com a família para apresentar o Café Mopimop
Para o prefeito Léo Moraes, aproximar produtores, tecnologia e novas oportunidades é um dos principais objetivos da feira.“A Agrotec valoriza quem produz, movimenta nossa economia e aproxima tecnologia e conhecimento do produtor rural. É uma feira para Porto Velho e para toda Rondônia”.
O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), Douglas Bener, também destaca a feira como um ambiente voltado à valorização do setor produtivo. “A Agrotec reúne conhecimento, tecnologia e oportunidades. É um espaço para valorizar nossos produtores e apresentar tudo o que o campo de Porto Velho tem de melhor”.
De Cacoal para conquistar novos consumidores
A estreia de Daniel Oykoemakad Surí na Agrotec começou movimentada. Ele veio de Cacoal com a família para apresentar o Café Mopimop, oferecer degustações e comercializar o produto.
Rafael Mopimop conta que a atividade atravessou gerações e se tornou fonte de renda da família
“A gente procurou informações, se interessou e veio para vender, mostrar nosso café e deixar as pessoas experimentarem. É uma experiência muito grande conhecer coisas novas, pessoas e outros trabalhos, além de poder mostrar o nosso”.
Segundo Daniel, somente nas primeiras duas horas de feira, aproximadamente 50 pessoas já haviam passado pelo estande entre degustações e vendas.
A história do café na família começou muito antes. O pai, Rafael Mopimop, conta que a atividade atravessou gerações e se tornou fonte de renda da família. Hoje, pai e filhos trabalham juntos na produção.
“O café sustentou minha família a vida toda e sustenta até hoje. Um evento como esse é muito importante para adquirir conhecimento, fazer amizades, mostrar nosso produto e contar nossa história. Isso é muito valioso para nós”, afirma Rafael.
Negócios também passam pela pecuária
Entre os animais expostos está o gado Sindi apresentado pelo criador Guilherme Ferraz
Entre os animais expostos está o gado Sindi apresentado pelo criador Guilherme Ferraz. Depois de conhecer a primeira edição como visitante, neste ano ele decidiu participar como expositor.
O objetivo principal, segundo Guilherme, é tornar a raça mais conhecida entre produtores da região. O resultado, porém, começou antes mesmo do esperado. “Minha intenção principal não é vender. Vim para mostrar esse gado para muita gente que ainda não conhece e fazer a raça aparecer. Mas, aparecendo cliente, a gente vende. Inclusive, já vendi aqui”.
Para ele, o formato da Agrotec favorece justamente essa aproximação.
“É um tipo de feira onde realmente a gente faz negócio, corre atrás, apresenta o trabalho e consegue resolver as coisas. É muito bom”.
A Agrotec 2026 segue até domingo (30), no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, reunindo produtores, empreendedores, empresas, instituições e visitantes.