Quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Hora Certa

PUBLICIDADE
Meio Ambiente agora Redação

Deputado Alex Redano cobra revogação de reservas que atingem produtores em Rondônia

Presidente da Assembleia Legislativa afirma que famílias produtoras foram transformadas em invasoras “da noite para o dia” e defende revogação dos decretos que criaram as reservas

Compartilhar: WhatsApp Facebook X Telegram
Deputado Alex Redano cobra revogação de reservas que atingem produtores em Rondônia

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), deputado Alex Redano (Republicanos), voltou a se manifestar em defesa de produtores rurais atingidos pela criação de reservas ambientais no Estado. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, o parlamentar classificou a medida como “a maior covardia já praticada em Rondônia” e afirmou que, nesse caso, “quem invade a propriedade privada é o próprio Estado”.

Segundo Redano, famílias que produzem há décadas em áreas que pertenciam a pais e avós foram surpreendidas pela transformação de suas propriedades em áreas de reserva, sem indenização e sem que, segundo ele, tivessem sido ouvidas previamente.

Aqui virou Reserva da noite para o dia. Quem está invadindo a propriedade privada é o próprio Estado”, afirmou o deputado, que também preside o Legislativo estadual.

Famílias dizem enfrentar restrições para produzir

Na avaliação apresentada pelo parlamentar, a criação das áreas de preservação modificou a rotina de famílias que já viviam e trabalhavam nessas propriedades.

Redano afirma que atividades comuns do cotidiano rural, como roçar, abrir aceiros, criar animais e realizar benfeitorias, passaram a sofrer limitações impostas pela legislação ambiental.

O deputado também relata um cenário de “pânico e tristeza” entre os produtores atingidos e questiona o destino das famílias caso sejam obrigadas a deixar as propriedades.

Se perderem isso aqui, vão para onde? O cara não tem nem uma casa na cidade”, questionou.

CPI conduzida pela Assembleia

Redano afirma ter assumido a defesa das famílias e levado o assunto para discussão na Assembleia Legislativa.

Como presidente da Casa, ele conduziu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que, segundo o parlamentar, identificou irregularidades no processo de criação das áreas, inclusive relacionadas ao cumprimento do devido processo legal.

De acordo com Redano, a CPI recomendou a revogação dos decretos responsáveis pela criação das reservas.

A reportagem registra, entretanto, que as áreas mencionadas são unidades de conservação e que a recomendação da CPI não produz, por si só, a revogação dos decretos. A eventual revogação depende da tramitação e das decisões nas esferas competentes. Os decretos seguem em vigor.

Debate envolve propriedade, produção e preservação

A discussão levantada por Redano envolve diretamente a situação de famílias que afirmam ter construído sua trajetória econômica e familiar nas propriedades posteriormente alcançadas pelas áreas de conservação.

Na avaliação do deputado, a mudança teria colocado produtores que trabalhavam nas terras há décadas na condição de invasores, apesar de, segundo seu relato, possuírem documentos que comprovariam a propriedade.

O parlamentar sustenta que a questão ultrapassa a discussão sobre a terra e envolve a preservação da história das famílias e a possibilidade de continuarem vivendo da atividade rural.

“Chega de covardia”

Ao final da manifestação, Redano afirmou que pretende manter a pressão em defesa dos produtores atingidos.

Para essas famílias, a luta vai além da terra. É pela preservação de uma história construída por gerações e pelo direito de continuar vivendo do trabalho que ajudou a construir Rondônia”, declarou.

O deputado também afirmou que não pretende abandonar a pauta e encerrou a manifestação com a frase: “Chega de covardia contra esta gente trabalhadora”.

Situação dos decretos

Apesar da recomendação apresentada pela CPI conduzida na Assembleia Legislativa, os decretos que criaram as unidades de conservação permanecem em vigor. A revogação não ocorre automaticamente e depende de tramitação e decisão nas instâncias competentes.

Jornal Rondônia em Questão
Editorias & Seções